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  • Bianca Fausto

Autódromo na Floresta do Camboatá não será criado

Área da união que está sob tutela do exército desde a criação da Vila Militar no ano de 1904 no governo de Prudente de Moraes, a Floresta do Camboatá em Deodoro, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro ocupa 160 hectares (3x o tamanho do Jardim Botânico do Rio) abriga mais de 200000 árvores, 146 espécies de flora (14 ameaçadas, segundo a prefeitura do Rio), 150 pássaros e 19 mamíferos e é parte da Mata Atlântica de baixada em regeneração.



Reprodução: Prefeitura do Rio de Janeiro

Após longo embate desde 2011 sobre a construção de um possível autódromo nessa região, sob especulação de desenvolvimento econômico e geração de emprego após os Jogos Olímpicos de 2016, a prefeitura do Rio de Janeiro decretou hoje (01) que enviou ao Instituto Estadual do Ambiente (INEA) o arquivamento do processo de licenciamento da construção do Autódromo Internacional do Rio.


Em maio de 2019, o projeto foi apoiado pelo Presidente Jair Bolsonaro, pelo governador afastado Wilson Witzel e pelo ex-prefeito Marcelo Crivela através da assinatura de um termo de compromisso para a construção do empreendimento. No mesmo mês, o consórcio Rio MotorSports venceu a licitação sem concorrentes para operar o circuito por 35 anos e executar o projeto com orçamento de R$ 697 milhões.


Além da desistência, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente determinou ainda, um despacho para a reabertura de um processo iniciado em 2013 para a criação de UC - Unidade de Conservação na área.

Reprodução: Prefeitura do Rio de Janeiro


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